segunda-feira, maio 11, 2009

Tetracampeões

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Brilho, muito brilho no relvado, emprestado por uma composição de milhões de confetis cintilantes lançados da cobertura do estádio, condensou, num cenário inebriante, feito de vozes e cor, a trajectória portista na Liga, farta em fulgor, chama, coragem e vigor, entretanto reproduzidos no esmero de um lance que deu a vitória sobre o Nacional. O F.C. Porto é campeão. Tetracampeão. Por isso jorrou o champanhe.
A intenção, manifestamente pública, foi reiterada em menos de quatro minutos e seria secundada repetidas vezes, depois de um primeiro sinal de Lisandro, que quase marcou num remate cruzado. A determinação e a audácia com que o F.C. Porto voltara a correr para o título, assim que autorizado pelo apito inicial do árbitro, fazia depender o êxito de pormenores.
A missão, igual a tantas outras que fizeram um percurso fantástico, de compromisso e superação, exigia «apenas» perfeição, um desenho primoroso, como o que produziria a vantagem na cabeça de Bruno Alves, que mais não fez do que corresponder a um gesto semelhante de Raul Meireles, num lance feito de telepatia absoluta.
Pela primeira vez em meses de futebol no Dragão, o F.C. Porto não jogava «sozinho». Previsivelmente arrojado, como fora calculável a inibição de um punhado de opositores particularmente determinados em negar a essência do jogo, o Nacional iluminou o espectáculo e glorificou a proeza portista, reclamando o melhor do tetracampeão.
Embalada pelo delírio da plateia, a equipa de Jesualdo correspondeu às exigências do desafio, alargando o brilho a cada gesto e estendendo-o de um extremo ao outro do relvado, num desempenho irrepreensível de todos os executantes. Às 22h07, depois de umas quantas ameaças de golo, o F.C. Porto era campeão. De novo. E com duas jornadas ainda por disputar. A questão do título fica encerrada, mas o espectáculo ainda não acabou.